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Algumas Restrições na Adoção da Gestão Ágil de Projetos PDF Print E-mail

 Uma das coisas que mais tem impedido a adoção de práticas ágeis tem sido algumas práticas gerencias que fluem de uma abordagem mecanicista de comando e controle, quando as praticas ágeis fluem de um paradigma mais orgânico, onde cada parte tem responsabilidade pelo decidir, fazer, avaliar e adaptar.

Esta abordagem, mais mecanicista foi de extrema valia para a indústria, nela se baseia a produção em massa, com uma única ressalva, produtos bem definidos e uniformes, Henry Ford dizia que o carro que você pedisse podia ser de qualquer cor desde que essa cor seja preta.

Ou seja economia de escala com um produto complexo montado de muitas partes simples e um produto que não muda.

Porem, esta abordagem não tem se adaptado bem a outras necessidades, por exemplo quando temos demanda por customizações, digamos customização em massa, onde produtos diferentes e únicos são criados just in time, como o caso da Dell Computers, por exemplo, onde não existe estoque de produtos acabados, nem estoque de produtos semi acabados e os fornecedores e a linha de montagem trabalham em esquema pull e não push.

Como as duas abordagens fluem de paradigmas diferentes, algumas das práticas são anti-intuitivas no outro paradigma e isso cria uma série de conflitos, isto já foi vivido em outras indústrias, por exemplo em USA você tem fabricantes de partes para carros que tem células de produção que usam Lean Manufacturing para fornecer para Toyota, mais continuam tendo células de produção que funcionam de forma tradicional porque os processos dos clientes deles precisam dos estoques e pedidos em estoque.

O que tem a ver isto com Agile Software Development? Muito mais do que eu realmente imaginava e gostaria de reconhecer, muito do que a gente esta descobrindo com agile já são conceitos amplamente usados em outras indústrias, e a chave esta na gerência, uma gerência que entende os conceitos e aplica as práticas.

Por isso, antes de tentar entender qualquer outra coisa das metodologias ágeis, é fundamental entender os princípios e práticas da Gestão Ágil de Projetos, quando entendemos os conceitos gerencias, os pressupostos de onde surge esta abordagem, ai sim dentro deste contexto podemos conseguir avaliar as práticas de engenharia de software que são utilizadas, já que fluem de um conjunto de pressupostos diferentes ao do paradigma de massificação e comando e controle, porém consegue atender os objetivos ate com maior eficácia.

Aqui apresentamos uma lista de coisas que as gerências ágeis e tradicionais tem como pressupostos que podem ser conflitantes:

Desenvolvimento Tradicional Desenvolvimento Ágil
Entrega única no final do projeto de um produto Mudanças freqüentes no produto (software releases)
Desenvolvimento em longos períodos de tempo Desenvolvimento em incrementos de curtos períodos de tempo
Produção de altas quantidade de inventários de informação (produtos inacabados, artefatos) entre os passos de desenvolvimento Reduzir o inventario de informação entre os passos de desenvolvimento
Transferência de informação formal em momentos pré-determinados do desenvolvimento Transferência freqüente de informação preliminar entre passos de desenvolvimento
Rigidez, controle e prevenção de mudanças nos requisitos, design, cronograma e custo. Adaptabilidade a mudanças no design, no cronograma e nos objetivos de custos
Especialização do trabalho e do trabalhador produz maior produtividade Responsabilidades mais amplas pelos desenvolvedores produz maior produtividade
Foco em seguir um processo definido, decisões são tomadas um nível hierárquico acima, melhoria só é permitida se for institucionalizada de cima para baixo. Foco em inovação freqüente e incremental e melhoria continua de processo e de produto
O paradigma do triângulo de ferro do custo, esforco, escopo e qualidade parece ditar que é impossível melhorar simultaneamente em todos os aspectos Melhoria simultânea em qualidade, prazo e produtividade

 

 
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